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ao final de cada post, sua fonte
e/ou autor. Os personagens,
localidades, datas, acontecimentos e
manchetes contidos nesse blog são
mera ficção, com exceção
daqueles indicados. Quaisquer
coincidências são, por assim
dizer, meras coincidências.
QUANTO TEMPO DUROU A GUERRA DOS 100 ANOS ?
A ) 116
B ) 120
C ) 100
D ) 150
VOU PULAR ESTA.
EM QUAL PAÍS É FABRICADO O CHAPÉU PANAMÁ ?
A ) NO BRASIL
B ) NO CHILE
C ) NO PANAMÁ
D ) NO EQUADOR
VOU PEDIR AJUDA AOS UNIVERSITÁRIOS.
EM QUE MÊS OS RUSSOS CELEBRAM A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO ?
A ) JANEIRO
B ) SETEMBRO
C ) OUTUBRO
D ) NOVEMBRO
PEÇO AJUDA AOS CONVIDADOS.
QUAL ERA O PRIMEIRO NOME DO REI GEORGE VI ?
A ) EDER
B ) ALBERT
C ) GEORGE
D ) MANOEL
EU PULO!
AS ILHAS CANÁRIAS, NO OCEANO PACÍFICO, TEM SEU NOME TIRADO DE QUAL ANIMAL?
A ) CANÁRIO
B ) URUBU
C ) CACHORRO
D ) RATO
VOU PEDIR AS CARTAS.
QUANTO TEMPO DUROU A GUERRA DOS 30 ANOS ?
A ) 25
B ) 30
C ) 31
D ) 29
VOU PARAR. PODE ENTREGAR O OURO!
ATENÇÃO!!! SE VOCÊ SE ACHA ESPERTO(A) E RIU DAS RESPOSTAS DA LOIRA,
CONFIRA AS RESPOSTAS CORRETAS ABAIXO:
- A GUERRA DOS 100 ANOS DUROU 116 ANOS. DE 1337 A 1453.
- O CHAPÉU PANAMÁ É FABRICADO NO EQUADOR.
- A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO É COMEMORADA EM NOVEMBRO.
- O PRIMEIRO NOME DO REI GEORGE VI ERA "ALBERT". EM 1936 ELE ATENDEU A UM DESEJO
DA RAINHA VITÓRIA, DE QUE NENHUM OUTRO REI SE CHAMARIA ALBERT E MUDOU DE NOME.
- AS ILHAS CANÁRIAS TEM SEU NOME TIRADO DO CACHORRO. O NOME LATINO É
"INSULARIA CANÁRIA", QUE EM LATIM SIGNIFICA ILHA DOS CACHORROS
- ESTA GUERRA SIM, DUROU 30 ANOS. DE 1618 A 1648. ESTA FOI SÓ PARA
VOCÊ NÃO TIRAR ZERO E NÃO FICAR SEM GRAÇA.
Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa
a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.
Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu
como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência
por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava
quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova
contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do
currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu. Pensou se abdômen
definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do
colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois
do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que
lidar nos próximos meses. Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que
ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do
carro avariado, pegou um táxi e as crianças. Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra
da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório! Telefonou para o celular do
marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta
continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra
dos documentos. Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria
dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir. Artur chegou puto de uma reunião em
São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio. Na cama ela leu metade do relatório e começou
a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles movimentos estavam
cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.
Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu
uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário: - Tá ficando com a bundinha mole, Belinha...
deixa de preguiça e começa a se cuidar... Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando
a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro! Depois se viu pulando sobre o tórax
dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes e
depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados! Em seguida
usou a técnica que aprendeu num livor de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.
Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou. Não ia valer a pena, não estamos
nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que
assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual... Resolveu agir com sabedoria. No dia seguinte, não
levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada. Foi para
uma academia e malhou duas horas. De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas
de vermelho. Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do
projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura
eliminar, em dez sessões, a gordura localizada. Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido
desesperado tentar localizá-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu.
E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.
- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...
(Extraído do livro: Este sexo é feminino / Patrícia Travassos)